714.


bêbado pingava dipirona na cárie quando no lugar do aroma amargo vem o som do elevador seu corpo fino emanando seu perfuminho soando a campainha que não funciona mas ouvi na intuição

reacendo meio cigarro pra bancar o personagem e danço até a porta que nos separa

não repara na bagunça dessa espelunca

mais tarde você vomitaria a janta no vaso da milena minha planta de plástico que ganhei na rifa daquele técnico do laboratório de fotografia

já que nenhum inseto é ludibriado por milena me sinto um pouco melhor por não ser um inseto (ainda) mesmo que talvez seja menos que um inseto

você desliza até a garrafa de vinho enquanto se consagra como o móvel mais amável da sala

outra lua oca persegue seu cigarro anônimo

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desaprumando as parabólicas,
os poemas saem do ar