713.


o céu da sua boca é meu mapa astral

caço rastros sobras desses astros dessas constelações nos gargalos que você lambe e nas bitucas que você traga

eis outra lua oca orbitando o sol do seu cigarro

você me regou com sua saliva e beijou outras bocas & cuspiu & escarrou a marra e a cisma marrons de conhaque e fumo preto de ubá

não ligo pois à noite enquanto o balcão não te cabe e sua dose não chega por nada e sua alma gangrena e necrosa no vazio salivante que a ansiedade de ter me injuriado germinou é meu poema que vem na sua cabeça galáctica e erótica a desalegorizar toda sua mecânica celeste num beijo um beijo bem nosso bem esotérico

cato e ponho os astros um por um no bolso pra gastar todos na aposta do próximo beijo a traçar meu mapa meu astral outras vezes outros traços de trocas beijulares de atores principais ou não

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desaprumando as parabólicas,
os poemas saem do ar