666. Pacto
incorporo
a consagração deste poema
ao cão
ao gatinho
ao coelhinho sansão
ao passarinho
ao capiroto que amassa
o pão
vou escrever até queimar
minha mão
vou perecer até grafar
meu perdão
assino e selo com saliva esse contrato
baseado
assassino o belo a vida o ato
embriagado
e transo
as pernas
com as pernas abertas da vida
vivida
pelo menos
foi
oi
desaprumando as parabólicas,
os poemas saem do ar
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