edição de 2013
te dei a mão e apertei
atravessando as árvores da rua
e tinha chuva na lua
nas placas perfumadas de luzes e olhares
catarses descoladas por todas as paredes
de meu estômago depois de jantar casulos
eu lembro de um cachorro que seguiu a
gente até a casa de minha mãe
e daquele beijo no degrau da padaria
é doce lembrar então é doce esquecer
não nem só quando se lembra de novo
se eu
eu sim
te darei a mão de novo toda vez que eu viajei no tempo
e terá chuva na lua
e nas árvores a serem atravessadas
e beijos nas escadas
que levam a andares mais elevados
a cobertura
do bolo daquele café da manhã
no degrau da padaria
desaprumando as parabólicas,
os poemas saem do ar
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